sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sonsa



Ela tinha uma carinha de sonsa, mas minha mãe sempre dizia
Quanto mais sonsa, mais...
Nunca acreditei que aquilo fosse onça.
Parecia uma galinha enjeitada
Uma cibita baleada
Uma santinha envergonhada, acabrunhada,
Nem falava e nem gemia.
Nem cheirava e nem fedia.

Um dia num aguentei, bebi umas cachaças.
E fui lá caçar conversa.
Cheguei pertinho dela e falei umas saliências.
Ela se encolhia, se apertava.
Cheirei o seu cabelo, gemi no seu cangote... Aí...
A mulher endoidou.
Cravou as unhas em minhas costas que o sangue vazou
Me deu três tapas seguro e em cima de mim montou.
Me rasgou
Me mordeu
Me chupou
Me bateu
O diabo da mulher tinha um fogo que nem o cão dava conta.
Depois que ela me esfolou, comeu, estuprou.
Eu fugia da sonsa
Me escondia da mosca morta.  

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