terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Um Querer
Quero um amor que mude, mas que continue sendo
amor.
Um amor que cheire a erva-doce, cravo, canela, orelha,
pescoço...
Quero um amor plural, feito pra dois, eu e você.
Preciso de um amor simples, vez em quando ciúmes,
perdão, cobrança, malícia...
Quero um amor agridoce!
Com um eterno começo e sem fim.
Um amor com defeito, imperfeito, feito para mim.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Bom Jesus das Selvas
Fim de semana passado (26/01/2013) o Grupo Cordão de Teatro apresentou o espetáculo "Enquanto Shakespeare Não Vem" na cidade de Bom Jesus das Selvas. A apresentação aconteceu no Centro de Ensino Ferreira Gullar, que tem como gestor meu amigo Eranildo. Ficamos felizes pelo convite, pela recepção, pelos abraços, pelos carinhos.
Antes do grupo ir com a peça, eu ministrei em dois fins de semanas consecutivos uma oficina de iniciação ao teatro para os alunos do Centro de Ensino. Um abraço aos alunos que participaram da experiência. Foi bom conhece-los. Beijos a todos.
Algumas fotos.
Antes do grupo ir com a peça, eu ministrei em dois fins de semanas consecutivos uma oficina de iniciação ao teatro para os alunos do Centro de Ensino. Um abraço aos alunos que participaram da experiência. Foi bom conhece-los. Beijos a todos.
Algumas fotos.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Sonsa
Ela tinha uma carinha de sonsa, mas minha mãe sempre
dizia
Quanto mais sonsa, mais...
Nunca acreditei que aquilo fosse onça.
Parecia uma galinha enjeitada
Uma cibita baleada
Uma santinha envergonhada, acabrunhada,
Nem falava e nem gemia.
Nem cheirava e nem fedia.
Quanto mais sonsa, mais...
Nunca acreditei que aquilo fosse onça.
Parecia uma galinha enjeitada
Uma cibita baleada
Uma santinha envergonhada, acabrunhada,
Nem falava e nem gemia.
Nem cheirava e nem fedia.
Um dia num aguentei, bebi umas cachaças.
E fui lá caçar conversa.
Cheguei pertinho dela e falei umas saliências.
Ela se encolhia, se apertava.
E fui lá caçar conversa.
Cheguei pertinho dela e falei umas saliências.
Ela se encolhia, se apertava.
Cheirei o seu cabelo, gemi no seu cangote... Aí...
A mulher endoidou.
Cravou as unhas em minhas costas que o sangue vazou
Me deu três tapas seguro e em cima de mim montou.
Cravou as unhas em minhas costas que o sangue vazou
Me deu três tapas seguro e em cima de mim montou.
Me rasgou
Me mordeu
Me chupou
Me bateu
O diabo da mulher tinha um fogo que nem o cão dava conta.
Depois que ela me esfolou, comeu, estuprou.
Me mordeu
Me chupou
Me bateu
O diabo da mulher tinha um fogo que nem o cão dava conta.
Depois que ela me esfolou, comeu, estuprou.
Eu fugia da sonsa
Me escondia da mosca morta.
Me escondia da mosca morta.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Linda
Te vejo vertida de algodão
Colorida pelas fitas do teu cabelo
Perfumada com as frutas vermelhas
Enfeitada com as flores do campo
Te olho sorrindo, vento, sopro, delírio...
Fico cego
Mudo
Manco
Doido
É beleza demais para meus olhos tão de menos.
Beijo Doce
Agora me lasco de amor
Por causa daquele beijo
Que roubei debaixo do pé de manga!
Se soubesse que era tão doce o danado do beijo
Tinha lambido só o caroço
Chupado só o pescoço
Comido só fiapos!
Tinha mordido, esfregado, melado, lambuzado...
Mas num tinha beijado!
Um beijo doce daqueles, nenhum coração tá preparado.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Primeira Postagem
Esse é meu novo blog "O Blog do Cruz", nele postarei poesias, contos, reflexões e os leitores também poderão acompanhar meu trabalho como ator e diretor de teatro.
Evoé Baco!
Evoé Baco!
Assinar:
Postagens (Atom)







